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COMO A DESIGUALDADE TECNOLÓGICA PODE DECIDIR QUEM TRABALHA NO FUTURO

No Brasil, 33 milhões de pessoas ainda não têm acesso à internet, segundo o Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Enquanto empresas aceleram a adoção de inteligência artificial, robótica e análise de dados, milhões ficam fora do jogo por não conseguirem sequer conectar-se a um curso online. Essa lacuna, chamada de desigualdade tecnológica, pode se tornar um dos maiores fatores de exclusão do mercado de trabalho nos próximos anos.


A automação já ameaça funções operacionais, e novas vagas exigem competências digitais que não chegam igualmente a todas as regiões. Dados da UNESCO mostram que 40% das escolas públicas brasileiras não têm laboratório de informática, o que compromete a formação digital desde cedo.


No cenário global, a situação também é crítica. O Banco Mundial alerta que países de baixa renda correm risco de perder fatias inteiras da economia para nações tecnologicamente mais preparadas.


Especialistas apontam que políticas de inclusão digital precisam ir além da distribuição de equipamentos: é necessário investir em capacitação, infraestrutura e redes de acesso de alta qualidade. Iniciativas como o Wi-Fi Brasil, que leva conexão a áreas remotas, mostram que reduzir a desigualdade tecnológica é possível — mas ainda insuficiente diante da velocidade das mudanças no mundo do trabalho.


Sem ação coordenada, a “quarta revolução industrial” corre o risco de se transformar, para muitos, em um novo muro invisível.


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